Calote no cart?o sobe 345,6%

Calote no cart?o sobe 345,6%
A ascens?o das classes C e D ao mercado de consumo impulsionou a economia e, com ela, a inadimpl?ncia. A falta de pr?tica dos novos consumidores em lidar com cr?dito farto aumentou o n?mero de calotes registrados pelos cart?es. Entre 2003 e 2009, o avan?o foi de 28,3% ao ano. O estudo feito pelo Banco Central sobre o setor revelou que, comparado a 2003, a quantidade de inadimplentes avan?ou 345,6%. Apesar de todos esses maus pagadores, a ind?stria de cart?es n?o tem do que reclamar. O lucro das credenciadoras (empresas operadoras das maquininhas) avan?ou 538,1% de l? para c?. No caso dos bancos e das operadoras emissoras do dinheiro de pl?stico, as receitas dispararam 164,9% no per?odo.

Diante da disparidade entre lucro da ind?stria, inadimpl?ncia dos consumidores e gastos dos lojistas com as opera??es, o Banco Central e o Minist?rio da Justi?a se viram obrigados a regular o setor. O objetivo ? evitar que a nova classe m?dia fique altamente endividada, como mostra estudo que aborda o setor, e d? in?cio a uma onda de calotes, al?m de perder todo o poder de compra rec?m-adquirido. "Eles seduzem as pessoas a entrar no cr?dito rotativo. O consumidor ? induzido ao erro e as empresas n?o precisam se preocupar com a inadimpl?ncia. Esse custo ? repassado ao lojista e aos clientes que pagam tudo em dia", queixou-se Roque Pellizzaro, presidente da Confedera??o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL).

Com a quantidade de calotes crescendo, as bandeiras t?m a justificativa que precisam para a manuten??o dos juros abusivos dos cart?es de cr?dito. De acordo com levantamento da Associa??o Nacional dos Executivos de Finan?as, Administra??o e Contabilidade (Anefac), essa modalidade de pagamento ? a de custo mais alto para o consumidor, alcan?ando juros de 237,42% ao ano.

Custos
Mesmo com toda a inadimpl?ncia do setor, os juros do rotativo e as mais de 50 tarifas cobradas dos clientes anulam qualquer possibilidade de preju?zo. Enquanto a ind?stria de cart?es fez muito dinheiro nestes ?ltimos anos, ela trabalhou tamb?m para derrubar os custos de processamento das transa??es - uma queda de 49,1% desde 2003. "J? no custo para o lojista, foi o contr?rio", acusou Pellizzaro. "Em qualquer neg?cio normal do mundo, quando se aumenta o volume de opera??es, cai o custo do servi?o ou da unidade. Na ind?stria dos cart?es, isso n?o aconteceu. O custo subiu", criticou. Segundo o BC, as taxas cobradas dos lojistas por opera??o passaram de 2,95% em 2007 para 2,98% no ano passado.

Com o fim da exclusividade entre bandeiras e credenciadoras, os comerciantes est?o negociando o fim do aluguel das maquininhas e, em alguns casos, obtendo sucesso. Se a ind?stria abrisse m?o do aluguel, perderia receita anual de R$ 2 bilh?es. "Essa ind?stria(1) n?o perde. Eles abrem m?o aqui, mas v?o ganhar em outro lugar", afirmou Pellizzaro.

1 - Perfil novo
O levantamento do Banco Central sobre o setor de cart?es de cr?dito e d?bito mostra que a concentra??o no segmento de emiss?es do pl?stico passou de moderada para elevada. O problema ? reflexo dos movimentos banc?rios de fus?o e aquisi??o, como a compra do ABN Amro Real pelo espanhol Santander e a fus?o do Unibanco com o Ita?.

Correio Braziliense - DF - 17/07/2010
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